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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Caixa de Cartões Postais Morávamos em uma casa simples , mas com bastante conforto. Os cômodos eram bem grandes e tudo foi feito pelas mãos caprichosas do meu pai. Não havia luxo, mas a cozinha tinha uma mesa bem grande onde a família se sentada para almoçar todos os dias metodicamente. Tínhamos rosas no jardim da frente da casa, e um grande quintal com pés de laranja , goiabeira e muita sombra , onde eu brincava e balançava na rede nas tardes quentes de verão. Minha mãe guardava bem no alto, longe do meu alcance, a caixa de fotos e postais, mas depois de certa insistência ela deixava eu olhar uma por uma aquelas relíquias tão bem guardadas que eu sabia conter muitos segredos de um passado que eu fazia parte ,mas que ainda não me fora revelado. Minha mãe nasceu na cidade de Riga na Letônia. Veio para o Brasil com dois anos em um dos navios que traziam imigrantes foragidos da segunda guerra mundial. Durante a viagem como era costume na época, foi feito um acordo entre a família da minha mãe e outra família de imigrantes, que os filhos se casariam quando atingissem a idade adulta.





Sendo assim minha mãe com dois anos já estava prometida em casamento para um conterrâneo desconhecido. Meu pai nascido aqui no Brasil, era uma pessoa de bondade extrema, altruísta , sensível e que sempre deixava o coração falar mais alto. Ao ver minha mãe pela primeira vez sentiu que nada o impediria de viver o que estava predestinado a eles, uma grande história de amor. Minha mãe, mesmo gostando muito do meu pai teve que casar com a pessoa que estava prometida para honrar o compromisso assumido pela sua família. Não sei detalhes desta história, porque este era um assunto proibido na família. O que eu sei é que mina mãe deixou o marido e fugiu com meu pai, um tempo depois eu nasci, fruto desse amor proibido que teve de enfrentar muitas dificuldades para sobreviver em meio a tirania de uma sociedade extremamente preconceituosa. Esta é a primeira das Histórias de Antigamente, vou contar muitas outras.


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