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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Carta ao Silêncio


Carta ao Silêncio Olá Senhor Silêncio, por onde tem andado? Sinto sua falta, e percebo que poucos são aqueles que conhecem os seus benefícios. É na sua companhia Senhor Silêncio, que posso ouvir meus pensamentos, analisar minhas atitudes e me auto conhecer. No silêncio da noite as lembranças vão se clareando. Como um pintor que a cada pincelada, vislumbra sua arte final, eu vejo pintado na minha memória o quadro singelo da minha infância. Envolvida pela quietude da noite me recordo de momentos muito distantes, mas que consigo me lembrar de cada detalhe. Naqueles tempos, todos dormiam bem cedo e ao me deitar o único ruído que eu ouvia eram os grilos nas árvores do quintal, e a música tocada bem baixinho no rádio da sala, onde meu pai ouvia as canções da Hora da Saudade. Hoje os ruídos da vida urbana, nos impedem de ouvir a voz da natureza. É tão mais importante falar que muitos já não sabem ouvir, e as conversas tornam-se banais. Senhor Silêncio esteja mais presente, precisamos de ti.

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