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sábado, 16 de janeiro de 2016

O Voo

O Voo Goza a euforia do vôo do anjo perdido em ti Não indagues se nossas estradas, tempo e vento desabam no abismo que sabes tu do fim ? Se temes que o teu mistério seja uma noite, enche-a de estrelas. Conserva a ilusão de que o teu vôo te leva sempre para o mais alto. No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as canções que tens na garganta. Canta, canta para conservar uma ilusão de festa e vitória. Talvez as canções adormeçam as feras que esperam devorar o pássaro. Desde que nasceste, não és mais que um vôo no tempo. Rumo aos céus ? O que importa a rota ? Voa e canta, enquanto resistirem as tuas asas. Menotti del Pichia

Um comentário:

  1. Este poema me traz uma boa lembrança do tempo em que trabalhei na Sala de Leitura

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