Carta ao Dinheiro
Bom dia senhor dinheiro, como vai?
Não fique muito feliz em me rever, porque hoje tenho muitas críticas a lhe fazer.
Você me fez passar por um sufoco muito grande, me deixou abalada mesmo.
Como pode senhor dinheiro se sentir tão importante ao ponto de dominar a vida das pessoas?
Não tem o direito de decidir os rumos da história de cada um, mudar tudo e nem sempre pra melhor.
Voce se acha o dono do mundo, mas ultimamente perdeu sua imponência de célula trabalhada com arte no papel para virar um simples número na tela do computador, ou no extrato do banco.
Você como cartão, se veste muitas vezes de plástico colorido, com letras douradas, se mostrando tão inocente e atrativo, mas esconde suas garras afiadas sempre prontas para cravá-las em alguém desatento ao seu perigo.
Não senhor dinheiro, você não vai me jogar no chão e me fazer seu escravo, porque sem você ainda posso sentir o perfume das flores, caminhar sentindo o vento no rosto, escrever o que penso. Posso cantar canções, posso ter amigos, posso sorrir e amar.
Vou ouvir o que diz meu filho:
-Mão o dinheiro pode estar na sua mão, mas estique bem os braços para que ele não fique perto do coração. Assim se ele for embora, vai sosinho, não vai levar um pedaço de você, e seu coração vai continuar inteiro, vivo, pulsando e feliz.
Senhor dinheiro pode vir, mas que venha sempre para trazer coisas boas e muitas alegrias. É assim que eu espero.
Nenhum comentário:
Postar um comentário