Carta à Chuva Bom dia chuva ,como vai? Tem chovido muito por aí? Estamos precisando muito de você, os nossos rios e represas sentem a sua falta, mas nem por isso precisa vir tão nervosa derrubando tudo o que vê pela frente. Na minha infância chuva era só alegria, chovia forte, chovia fino , era sempre bom. Naqueles tempos os primeiros pingos traziam o cheiro gostoso de terra molhada, e a euforia de saber que depois da chuva podíamos andar descalços na enxurrada. Enquanto chovia como era de costume da família, todos paravam seus afazeres para observar a chuva. Não havia pressa nem correria. Os dias passavam sempre muito devagar. A natureza era soberana e o nosso cotidiano respeitava sempre as condições do tempo para realizar as tarefas diárias. Nas manhãs de sol brincávamos na areia branca muito fina que a chuva deixava acumulada em frente ao portão, ou na forração verde que crescia nas beiradas dos caminhos. A tarde quando o sol era mais forte, brincávamos à sombra das árvores no quintal, e quando chovia sentávamos próximo a vidraça para não perder nem um minuto do espetáculo que a natureza nos oferecia. Hoje tudo mudou, você chuva não é mais a mesma. Sei que você não tem culpa. Nós humanos não soubemos cuidar da nossa casa. A natureza responde pela inconsequência dos nossos atos, e tragédias acontecem tentando abrir nossos olhos, mas será que ainda temos tempo para mudar e evitar o pior? Chuva, chuvisco, gotas abençoadas, não nos abandonem.
sábado, 21 de novembro de 2015
Carta à Chuva
Carta à Chuva Bom dia chuva ,como vai? Tem chovido muito por aí? Estamos precisando muito de você, os nossos rios e represas sentem a sua falta, mas nem por isso precisa vir tão nervosa derrubando tudo o que vê pela frente. Na minha infância chuva era só alegria, chovia forte, chovia fino , era sempre bom. Naqueles tempos os primeiros pingos traziam o cheiro gostoso de terra molhada, e a euforia de saber que depois da chuva podíamos andar descalços na enxurrada. Enquanto chovia como era de costume da família, todos paravam seus afazeres para observar a chuva. Não havia pressa nem correria. Os dias passavam sempre muito devagar. A natureza era soberana e o nosso cotidiano respeitava sempre as condições do tempo para realizar as tarefas diárias. Nas manhãs de sol brincávamos na areia branca muito fina que a chuva deixava acumulada em frente ao portão, ou na forração verde que crescia nas beiradas dos caminhos. A tarde quando o sol era mais forte, brincávamos à sombra das árvores no quintal, e quando chovia sentávamos próximo a vidraça para não perder nem um minuto do espetáculo que a natureza nos oferecia. Hoje tudo mudou, você chuva não é mais a mesma. Sei que você não tem culpa. Nós humanos não soubemos cuidar da nossa casa. A natureza responde pela inconsequência dos nossos atos, e tragédias acontecem tentando abrir nossos olhos, mas será que ainda temos tempo para mudar e evitar o pior? Chuva, chuvisco, gotas abençoadas, não nos abandonem.
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